sábado, 20 de fevereiro de 2010

Carta aos brasileiros-Revisão “A”


 Lula copiou o que havia de bom no governo anterior ao dele e hoje está aí por cima da carne seca. Para se eleger em 2002, teve que publicar uma Carta aos Brasileiros desmentindo tudo que havia dito até então.Assim, permito-me copiar a sua carta, adaptar e transformá-la numa verdadeira Carta aos Brasileiros que só pode ser implantada na sua íntegra por alguém competente e responsável como é José Serra.
Segue abaixo:

"O Brasil cresceu e quer continuar crescendo. Para continuar crescendo, incluir mais gente, pacificar as diferenças regionais que ainda persistem e foram incentivadas pelo atual governo. Crescer mais para consolidar o desenvolvimento econômico que hoje alcançamos e a justiça social onde ainda há tanto por fazer. Há em nosso país uma poderosa vontade popular de encerrar o atual ciclo político de corrupção e alianças espúrias.
Se em algum momento, ao longo desta década, a forma atual de governar conseguiu despertar esperanças de progresso econômico e social, hoje a decepção com os seus resultados é visível. Oito anos depois, o povo brasileiro faz o balanço e verifica que salvo um relativo crescimento econômico e um relativo avanço social, promessas fundamentais não foram cumpridas e as esperanças frustradas.
Nosso povo constata com pesar e indignação que embora a economia tenha crescido, continua vulnerável aos malfeitos públicos, não há planos consistentes de desenvolvimento sustentado, a corrupção continua alta, a desigualdade social persiste, o meio ambiente nunca foi tão agredido e, principalmente, a insegurança permanece assustadora.
O sentimento predominante em todas as classes e em todas as regiões é o de que o atual modelo caso continue neste pacto perverso entre os que se dizem progressistas e os tradicionais coronéis vendilhões da pátria, levará o país novamente à situação dos anos 80, a chamada década perdida. Por isso, o país não pode insistir nesse caminho, sob pena de continuar numa gangorra entre crescimento e estagnação ou até mesmo de sofrer, mais cedo ou mais tarde, um colapso econômico, social e moral.
O mais importante, no entanto, é que essa percepção aguda do caminho da atual forma de governar não está conduzindo ao desânimo, ao negativismo, nem ao protesto destrutivo. Ao contrário: apesar de todo o sofrimento injusto e desnecessário que grande parcela da população ainda é obrigada a suportar, enxergamos esperança de melhorias, crença nas possibilidades do país, a população continua disposta a apoiar e a sustentar um projeto nacional, que faça com que o Brasil continue crescendo, gerando empregos, reduzindo efetivamente a criminalidade, porém com seriedade e sustentabilidade sociale ambiental para manter nossa presença soberana e respeitada no mundo.
A sociedade está convencida de que o Brasil apesar de melhorar nos últimos 16 anos, ainda continua vulnerável e de que uma real estabilidade precisa ser consolidada por meio de corajosas e cuidadosas mudanças que os responsáveis pelo atual governo não querem absolutamente fazer. As pesquisas demonstram desde o ano passado que uma  maioria consistente apoia o candidato de oposição e essa preferência mostra ainda um desapontamento com os resultados e um desejo de aperfeiçoamento dos rumos do país.
A continuada adesão à nossa candidatura em todos os cantos do país demonstra ao longo do tempo o caráter de um movimento em defesa da melhoria da qualidade da forma de governar no Brasil, de nossos direitos e anseios fundamentais enquanto nação independente.
O povo brasileiro quer continuar mudando para valer. Recusa qualquer forma de continuísmo, seja ele assumido ou mascarado. Quer trilhar o caminho da consolidação da nossa economia pelo esforço conjugado de voltar a exportar mais e de não só manter mas aumentar ainda mais o mercado interno de consumo de massas. Quer ampliar o caminho de combinar o incremento da atividade econômica com políticas sociais consistentes e criativas. As reformas estruturais prometidas e não implementadas pelo atual governo que democratizam e modernizam o país, tornando-o mais justo, eficiente e, ao mesmo tempo, mais competitivo no mercado internacional serão desta vez colocadas em prática. Uma reforma tributária, que reduza efetivamente a absurda carga fiscal que se  abate sobre os meios de produção e sobre a população de classe média e mais pobre. Uma reforma agrária que assegure definitivamente a paz no campo. Uma redução real de nossas carências energéticas incentivando a produção de energias alternativas e efetivo aumento da produção de petróleo que estagnou ao longo dos últimos 4 anos a ponto de hoje precisarmos importar combustível. A redução efetiva de nosso déficit habitacional tão alardeada pelo atual governo e não efetivada. Uma reforma previdenciária de verdade beneficiando não só mas principalmente os aposentados que foram tão maltratados no atual governo, uma reforma trabalhista que assegure a redução responsável dos encargos trabalhistas permitindo uma geração maior de empregos formais. A manutenção do Bolsa-Família com o aperfeiçoamento da sua gestão evitará desperdícios e desvios de dinheiro que poderão ser revertidos em favor das famílias assistidas através de frentes de trabalho efetivas. Um apoio efetivo aos Estados para garantir de verdade a Segurança Pública.
O PSDB e seus parceiros têm plena consciência de que a melhoria do atual modelo, reclamada por grande parte da sociedade, não será feita de um dia para o outro. Não pretendemos reinventar o país. Não somos adeptos de frases fáceis como “nunca antes neste país”. Queremos sim, aproveitar tudo de bom que foi feito no Brasil desde a sua Independência e contribuir para as melhorias que ainda se fazem necessárias.
Será necessária uma análise criteriosa e responsável entre o que temos hoje e o que ainda falta fazer. O que se deixou de fazer em oito anos não será compensado em oito dias. O nosso plano não será implementado por decreto, de modo voluntarista como por exemplo foram o PAC e o programa de Direitos Humanos cuja aplicação é controversa e criou fissuras na sociedade. Será fruto de um planejamento responsável aliado a ampla negociação nacional, que deve conduzir a efetivos resultados capazes de assegurar a estabilidade e sustentabilidade no crescimento do país.
Premissa básica do nosso plano será naturalmente a manutenção e  respeito aos contratos e obrigações do país. A recente crise internacional com crescimento zero do país mostra que ainda nosso modelo é frágil, daí um crescente clamor popular pelo seu aperfeiçoamento.
À parte manobras puramente especulativas, que sem dúvida existem, o que há é uma persistente preocupação do mercado financeiro com o futuro desempenho da economia, gerando temores relativos à futura capacidade de exportação do país, o baixo e persistente investimento efetivo em infraestrutura, o fracasso do PAC que em 4 anos não conseguiu implantar nem 40 % do previsto,  a má  administração de sua dívida interna que atinge impressionantes 1,5 trilhão de reais, o dobro de 8 anos atrás. É a má qualidade de gastos públicos, a falta de transparência com os gastos em cartões de crédito corporativos, o enorme endividamento público, aumentado em duas vezes no governo Lula da Silva, que preocupa os investidores.
Trata-se de uma desconfiança na futura situação econômica do país, cuja responsabilidade primeira é do atual governo. Por mais que o governo insista, o estatismo exagerado não é panacéia para todos os males. Deve haver um equilíbrio responsável entre Estado e Mercado, entre oferta e procura, senão o dragão da inflação voltará com certeza. Já vimos este filme antes.
Graves distorções estruturais da economia são propostas pelo programa da candidata do governo, como a re-estatização desenfreada de modo totalitário, como o único caminho possível para o Brasil. Na verdade, há diversos países estáveis e competitivos no mundo que adotaram outras alternativas. O Chile por exemplo, adota um modelo equilibrado entre Estado e Capital que o tornou um dos países emergentes que mais se desenvolveram nos últimos 20 anos. Exatamente por isto, o povo chileno optou por um governo mais responsável que não prometeu romper com as políticas anteriores e sim, por melhorá-las ainda mais. Continuidade sem continuísmo.
Não importa a quem a crise inflacionária beneficia ou prejudica eleitoralmente, pois ela prejudica o Brasil. O que importa é que ela precisa ser evitada, pois causará sofrimento irreparável para a maioria da população. Para evitá-la, o equilíbrio entre oferta e procura deve ser mantido. Um estatismo exagerado, como já vimos no Brasil na década de 70, leva à ineficiência e crise de oferta. Da mesma forma, o liberalismo exacerbado, sem agentes de controle do governo.
O Banco Central do atual governo manteve políticas corretas de controle da inflação embora haja ainda ajustes na política de juros que devem ser efetuadas pois continuam atraindo capitais especulativos e voláteis. Os investidores não especulativos, que precisam de horizontes claros, ainda estão intranqüilos. E os especuladores ainda continuam ao nosso redor. A crise internacional ainda não foi superada. Não devemos permanecer tranqüilos com nossa marolinha. Ela pode ainda voltar como tsunami.
Que segurança o governo tem oferecido à sociedade brasileira? Tentou aproveitar-se de programas bombásticos para ganhar votos , desqualifica sistematicamente as oposições, é leniente com as tentativas de cercear a liberdade de imprensa e de opinião,num momento em que é necessário tranqüilidade e compromisso com o Brasil.
Como todos os brasileiros, quero a verdade completa. Não quero meias-verdades. Acredito que o atual governo coloca o país num rumo nebuloso. Lembrem-se todos: em 2002, o então candidato, hoje Presidente, com um discurso radical agravou uma crise que para ser contornada o obrigou a publicar uma Carta aos Brasileiros desmentindo todo seu passado para poder se eleger. Somente com a manutenção efetiva da política econômica vigente é que ele conseguiu superar a crise. Esta minha Carta aos Brasileiros não desmente minhas convicções passadas. Somente as reforça.
Estamos hoje vendo um discurso de volta às posições radicais, atravessando um cenário semelhante ao de antes de 2002. A expectativa da candidata do atual governo de ceder a políticas populistas de crescente estatização sem responsabilidade, de radicalizações políticas ultrapassadas, manutenção da política de juros ainda altos em relação ao restante do mundo que atraem investimentos especulativos, que puxam o dólar artificialmente para baixo e que pune as exportações.O caminho para evitar a volta da fragilidade das finanças públicas é redução de juros a níveis internacionais porém atrativos, aumento  e melhoria da qualidade das exportações com desoneração de impostos a ela relacionados e promover uma substituição competitiva de importações no curto prazo, impondo se necessário tarifas contra as importações subsidiadas.
Aqui ganha toda a sua dimensão de uma política dirigida a incentivar ainda mais a valorização do agronegócio e da agricultura familiar como planejado pelo governo do PSDB na década de 90. O cuidado adicional a se tomar é aliar esta política com responsabilidade ambiental. A reforma tributária com efetiva redução de impostos aliada a uma redução dos gastos públicos improdutivos, combate ferrenho à corrupção, os investimentos em infra-estrutura e as fontes de financiamento públicas devem ser canalizadas com absoluta prioridade para gerar divisas. Cada centavo economizado com a redução da corrupção será revertido em favor de políticas sociais e financiamento à saúde e educação. Saibam, brasileiros, que não é pouco dinheiro. Reduzir a corrupção à metade significa dinheiro sobrando para criar mais 5 Bolsas -Família.
Nossa política externa deve ser ampliada para esse imenso desafio de promover nossos interesses comerciais porém com responsabilidade e pragmatismo como sempre se destacou nossa diplomacia. Não devemos apoiar ditaduras irresponsáveis e criminosas e sempre mantermos nossa disposição ao díalogo externo.
Estamos conscientes que sem melhorias na política atual a crise voltará em curto prazo e junto com ela, a inflação, o maior de todos os males. Para evitá-la, o PSDB está disposto a dialogar com todos os segmentos da sociedade e com o próprio governo, de modo a evitar que a crise retorne e traga de novo aflição ao povo brasileiro.
Reservas cambiais altas por si só não previnem crises. 250 bilhões de dólares numa crise especulativa aguda não duram 3 meses. É muito bom termos reservas cambiais mas também, uma política de juros e de câmbio responsável. Gastos públicos responsáveis, aumentam a capacidade de investimento público, ajudam a reduzir a dívida interna, tão importantes para alavancar o crescimento econômico.
Esse é o melhor caminho para que os contratos continuem  a ser honrados e o país mantenha a liberdade de sua política econômica orientada para o desenvolvimento sustentável.
A importância do controle da inflação não precisa ser reiterada. Participei da elaboração do Plano Real que apesar da resistência dos ocupantes do governo atual foi onde o povo brasileiro teve seu maior ganho de renda da história.
A manutenção do combate à inflação, acompanhada do crescimento sustentado, da geração de empregos e da distribuição de renda, de uma política de combate à corrupção e à incompetência administrativa manterá o Brasil cada vez mais solidário e fraterno, um Brasil cada vez melhor, realmente de todos e não de alguns.
A manutenção do crescimento com responsabilidade fiscal e sem desperdício de gastos públicos é o verdadeiro remédio para impedir que se perpetue um círculo vicioso entre metas de inflação baixas, juro alto, oscilação cambial brusca e aumento da dívida pública.
O atual governo gerou aumento ainda maior da carga tributária no país penalizando a produção, gerou bolhas de crescimento sem sustentação, com oscilações bruscas de ano para ano. No cômputo geral, houve crescimento sim, mas instável e ainda não sustentado.  Com a sobrevalorização artificial de nossa moeda causada pelo ingresso brutal de capitais especulativos, graças à manutenção dos juros em patamares ainda elevados, o governo causou um baque em nossas exportações que podem a curto prazo se agravarem, caso tenhamos o continuísmo. 
Exemplo maior foi o fracasso na construção e aprovação de uma reforma tributária que banisse o caráter regressivo e cumulativo dos impostos, fardo insuportável para o setor produtivo e para a exportação brasileira. Não fosse a oposição, a famigerada CPMF ainda estaria aí penalizando os mais pobres. Ainda persiste a intenção num governo de continuidade, de se recriar a CPMF com outro nome.
A questão de fundo é que, para nós, o equilíbrio fiscal não é um fim, mas um meio. Queremos equilíbrio fiscal para crescer e não apenas para prestar contas aos nossos credores.
Embora o governo atual preservasse o superávit primário, a má qualidade de administração manteve o crescimento da dívida interna. Este crescimento só pode ser brecado com uma política  adequada de administração de juros e gastos públicos.
Mas é preciso insistir: só um crescimento sustentado e estável pode levar o país a contar com um equilíbrio fiscal consistente e duradouro. A estabilidade, o controle das contas públicas e da inflação sempre foram e devem continuar sendo as metas a serem perseguidas.
O desenvolvimento de nosso imenso mercado através da inclusão progressiva dos assistidos pelo Bolsa-Família no mercado formal revitalizará e impulsionará o conjunto da economia, ampliando de forma decisiva o espaço da pequena e da microempresa, oferecendo bases ainda mais sólidas para ampliar a oferta de emprego. Nossa meta é que num futuro não muito distante o Brasil não precise mais de bolsas assistenciais pois todos terão seus empregos e ocupações para não mais necessitarem de auxílio oficial. Até lá, reitero, o Bolsa Família continuará mas será substituído aos poucos por trabalho, emprego, saúde e educação para todos.
Em paralelo, o caminho do crescimento econômico com estabilidade e responsabilidade social e ambiental consolidará os avanços sociais. Meu governo se pautará pelo respeito às Leis, à Constituição e ao equilíbrio entre os poderes. Tentativas de cooptação de integrantes do Poder Legislativo e Judiciário pelo Executivo serão rigorosamente punidas. Vamos reordenar as contas públicas e mantê-las sob controle. Mas, acima de tudo, vamos fazer um Compromisso pela Produção, pelo emprego e por justiça social.
O que nos move é a certeza de que o Brasil é bem maior que todas as crises. O país não suporta mais conviver com a idéia de uma terceira década perdida. O Brasil precisa navegar no mar aberto do desenvolvimento econômico e social. É com essa convicção que chamo todos os que querem o bem do Brasil a se unirem em torno de um programa de continuidade sem continuísmo, corajoso e responsável."

José Serra poderá escrever assim e assinarei embaixo
São Paulo, 20 de fevereiro de 2010

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Lula amarela e foge do cara-a-cara com FHC

Do blog de Augusto Nunes:


SEÇÃO » Direto ao Ponto

Lula recusa o convite para o debate que FHC aceitou

17 de fevereiro de 2010
O presidente Lula foi formalmente convidado, no dia 11, para um debate com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. A resposta acaba de ser transmitida ao repórter Otávio Cabral, da sucursal de VEJA em Brasília, pelo ministro Franklin Martins, chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. É a seguinte:
“O presidente Lula, quando deixar a Presidência e se tornar um ex-presidente, aceitará debater com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso”.
Se Lula estivesse apenas presidindo o processo sucessório, como costumam fazer em países civilizados chefes de governo em fim de mandato, o convite nem teria existido. Se tivesse apenas optado por uma candidatura, sem envolver-se ostensivamente na disputa, a recusa faria sentido.  Os fatos informam que o presidente se enfiou até o pescoço na campanha que antecipou ilegalmente.
Decidiu que a candidata seria Dilma Rousseff, nomeou-se Primeiro Cabo Eleitoral, não desce do palanque há seis meses, ataca o antecessor em todos os comícios e repete diariamente que os brasileiros terão de escolher entre o governo FHC e o atual. Garante que recebeu uma “herança maldita”. FHC garante que a afirmação é falsa. Um debate entre ambos seria o caminho mais curto para chegar-se à verdade. Fernando Henrique topou. Lula só quer debater em 2011.
A opção pelo monólogo, recomendada por todos os simpatizantes do governo que se manifestaram nesta coluna, reforça a suspeita de que foi descoberta a kriptonita do SuperLula. Chama-se FHC.

Meu comentário:
Lula  quer uma eleição plebiscitária, comparar seu governo com o de FHC. Bateu o quanto pôde em FHC até que o ex-presidente resolveu responder. Dái, Lula disse que FHC foi deselegante. 

Como seria com vocês, meus 3 leitores? 
Um babaca bate, bate, fala mentira sobre você, denigre sua imagem até que você que não tem culpa no cartório, resolve responder. Aí, o babaca diz que você não pode responder pois ele é o dono da verdade.Então você topa fazer um cara-a-cara  para discutir civilizadamente as diferenças e o sujeito simplesmente foge da raia. 
Aí, pergunto: Quem não presta neste caso?

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Vamos lá!

O Coturno Noturno acaba de postar uma Petition Online, por um debate definitivo entre Lula e FHC. Assinem. Espalhem. Divulguem. Vamos acabar logo com esta mentira. Se querem briga, que encarem o inimigo de frente. Que sejam homens e não vermes.
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Quem tiver relacionamento com outros blogs, envie diretamente o endereço ou postem nas áreas de comentários. Vamos testar a nossa força? Será que, desta vez, teremos o apoio da blogosfera do bem? Só falta dizerem: ah, mas o Lula não vem! Ótimo, a idéia é exatamente esta. Aconteça o que acontecer, essa eles vão perder! Chama pra briga e foge da raia?

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Hora de reagir!

Hoje FHC publica um artigo muito bom, que dá armas para lutar contra a guerra de mentiras dos petralhas (leia aqui: "Sem medo do passado, por Fernando Henrique Cardoso").

Certo, FHC nunca foi "simpático", aliás, tucanos não são famosos por sua simpatia...
Mas não estamos falando de concurso de Miss. A questão é eleição presidencial.
O chefe dos petralhas é hoje um fruto de marketing descarado, transformando uma pessoa intragável em "pop star".
Chega dessa conversa mole.
A discussão é: o que queremos para o nosso futuro?
Autoritarismo ou democracia?
Censura ou liberdade?
Voltar para 1950 ou entrarmos de uma vez por todas no século 21?
Agora, se o alto tucanato acertar o tom, escrever para ser entendido pelo leitor médio, e se melhorar um pouquinho a atitude, todos vamos ganhar!
Em tempo: isso tudo foi dito na reunião de quinta-feira, 4 de fevereiro, então não há que dizer que não se sabia!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Rebeldia na corte

O imperador Lula, embalado na enorme aceitação popular, no reconhecimento internacional e na sua onisciência, quer impor a condução da campanha eleitoral de 2010 e a sua candidata.
Ele quer, porque quer, que a eleição de outubro de 2010 seja plebiscitária. Fazendo o povo comparar a gestão do seu antecessor FHC com a sua. Para isso, Dilma seria a cara dos seus mandatos e garantia de continuidade. E Serra seria a "cara" de FHC.
O problema, como em todas as estratégias, é "combinar com os russos", principalmente com os inimigos.
Apesar da imensa capacidade de Lula de sentir e perceber o povo (o que leva aos índices de aceitação popular) nesse caso estaria colocando as idiossincrasias pessoais acima da realidade, trazendo junto Dilma que - assim como grande parte dos petistas - tem as mesmas. Um ódio profundo a FHC.
O que poderia ser explicado pelo fato de FHC ter "caroneado" Lula em 1994. Lula perdeu a eleição para Collor em 1990 e depois da derrubada do então presidente, comandada por uma então coligação PT-PSDB, mais PFL e outros, seria a vez de Lula. Praticamente sem adversário.
Mas ai foi "atropleado" por FHC, que se aliou a um dos mais tradicionais adversários do PT: Antonio Carlos Magalhães. Foi visto como uma grande traição, cujo ressentimento prevalece ainda hoje, dentro das hostes mais antigas do PT.
Pode ser uma explicação simplista, porém a psicologia explica: ser traido(a) casando com o inimigo é uma mágoa que não se apaga.
Agora, querer que os outros compartilhem da mesma mágoa, tomando o seu partido, pode ser um grande erro.
Quando um casal se separa, de forma não amigável, um dos dilemas é "quem fica com os amigos comuns?".
Lula quer que o povo fique com ele, unindo-se ao ressentimento de uma "traição" e separação traumática de 16 anos atrás.
Será que isso é importante para o povo?
É dentro de uma visão de que isso não prevalecerá nas eleições de 2010 que Ciro Gomes, se rebela e se mantém candidato. Ele acha, sabe, tem certeza de que é um candidato melhor que Dilma, para enfrentar Serra.
Para Lula e a velha guarda do PT, a eleição deverá ser plebiscitária. Serra procura fugir dessa perspectiva e Ciro não acredita. (em tempo, existe uma jovem guarda do PT?)
O risco para o PT é a eleição de Serra, no primeiro turno. Para isso joga com Ciro, para evitá-lo e lever a eleição plebiscitária para o segundo. Ciro não aceita o jogo para ser o "tercius". Quer ser o primeiro. Disputar com Serra o segundo turno.
O Imperador terá dificuldades em convencer o rebelde.

Por Jorge Hori

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

A PeTralhada

Legendagem sobre cena do filme Full Metal Jacket mostrando porque tem tanto petista defendendo Lula na Internet, sempre com os mesmos argumentos decorados na cartilha...


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Os milagres do Espírito Santo

Hoje foi divulgada uma nova pesquisa do não tão isento CNT/Sensus, que mostra que a "Celso Pita" dos petralhas cresceu nas intenções de voto.
Como o TSE não reconhece que está sendo feita há dois anos campanha antecipada por parte do governo, com comícios e uso farto de recursos públicos, não há outro fator que explique esse seu crescimento nas intenções de voto que a ação direta do Divino Espírito Santo.
Como a maior nação católica do planeta, essa explicação é tão boa como qualquer outra, exceto, é claro, a pura verdade, que os nobres magistrados "parceiros do governo federal" preferem ignorar.

domingo, 24 de janeiro de 2010

O caríssimo custo da politicagem

Em 2005 o partido não fez o que o povo pedia à época: o impeachment do cachaça. Para defender quem não merecia defesa - tanto é que está sendo julgado no supremo hoje - o partido achou que poderia deixar o câncer continuar na presidência porque morreria sozinho.
Pois bem, 5 anos depois o câncer ainda está lá, gastando nosso dinheiro na montagem de uma estrutura de corrupção e cooptação para criar no país uma ditadura.
E agora todos os grandes mensaleiros - dirceu, genoíno e joão paulo cunha - voltam à direção do partido dos PETRALHAS para por sua "inestimável experiência" em favor da campanha da "Celso Pita" do cachaça.
E por que isso não poderá ser usado com a devida força na campanha - que a "Celso Pita" do cachça está com os mensaleiros, que o mensalão voltou? Simples, porque faltou ao partido ética, faltou expulsar de seus quadros quem feriu seus princípios em favor da corrupção em Minas Gerais.
Eu não sou mensaleiro, ninguém que está aqui é mensaleiro, mas essa desastrada decisão de optar pela politicagem ao invés da ética já nos custou 5 anos, e ainda paira o risco de custarnos a própria democracia.
Espero que os responsáveis por essa tragédia sejam capazes de salvar o país agora, porque foram eles que trouxeram de volta o risco de censura e ditadura.

Campanha de alto nível


2010, o ano da virada

Em janeiro de 2007 este blog foi criado com o mesmo propósito que mantém até hoje. A idéia era unir pessoas que já transitavam  na blogosfera em oposição ao governo recém reeleito do Apedeuta. Começamos com um grupo de 7 que aos poucos foi se esvaindo.Do grupo original, permanecem além de mim a Saramar. Porém, eu faço parte desde 2005 de um grupo de simpatizantes e militantes do PSDB que se comunicam em forum fechado na Internet. Ano passado em uma de nossas reuniões, veio a idéia de criarmos um blog. Pensei: "Eu tenho um blog aberto, que tem o mesmo propósito de nosso grupo que é gerar idéias e proposições no sentido de colaborar com a oposição política e em especial com o PSDB que é o partido líder desta oposição.Por que não usá-lo?"

O nosso movimento se intitula MTBR - Tucanos de Bico Roxo - roxo de indignação com a leniência das oposições e roxíssimo de indignação com o desgoverno, as mentiras, a corrupção comandada por Luís Inácio Lula da Silva, seu partido e seus aliados políticos.

Temos hoje um possível candidato com grande chance de vencer as eleições tirando do poder o grupo populista e neo-fascista que quer transformar o Brasil numa grande Venezuela. E por ele vamos à luta.

Além de mim e da Saramar, outros escribas estarão postando neste blog. São pessoas inteligentes, capazes, sinceramente empenhadas em fazer desse nosso país uma nação bem melhor para o futuro de todos os brasileiros.Convido os leitores que se unam a nós para que 2010 seja o ano da virada.

Nosso grito de guerra revive o nome do esquadrão de bravos pilotos brasileiros da II Grande Guerra que combateram o nazi-fascismo: SENTA A PUA!

sábado, 23 de janeiro de 2010

domingo, 15 de novembro de 2009

A volta da censura aos blogs

Não bastasse o jornal "O Estado de São Paulo" estar sob censura por influência da "Famiglia do Capo Sarney" que já conseguiu censurar em 2006 os blogs das irmãs Alcinéa e Alcilene Cavalcanti.

Em Mato Grosso um juiz concedeu liminar impedindo o blog Prosa e Política de Adriana Vandoni de emitir opiniões pessoais sobre as ações do deputado estadual José Riva(PP-MT) .

Este cidadão é acusado pelo MP Federal de diversas ações espúrias no exercício de seu mandato bem como de compra de votos e abuso de poder econômico. Leiam abaixo nos links as notícias sobre o parlamentar e tirem suas conclusões sobre este cidadão, que é alcunhado no popular, de "Maluf do MT".

JB Online - 1

JB Online - 2

Adriana em seu blog só fez divulgar e comentar tais notícias como todos nós blogueiros fazemos ao verificarmos que cidadãos eleitos pelo povo para representá-lo demonstram desvios de conduta ética e porisso está sendo punida pela decisão de um juiz que no mínimo está desinformado sobre o que significa liberdade de expressão e o que significa a palavra democracia. Além do que confunde blog pessoal com imprensa.

O União e Ação e o Estou de Olho estão solidários com Adriana assim como toda a blogosfera do bem está , tenho certeza.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

O Silêncio dos bons

Vale a pena copiar aquilo que fala a verdade, não as meias-verdades.

Diamantina, interior de Minas, 1914. O jovem Juscelino Kubitschek, de 12 anos, ganha seu primeiro par de sapatos. Passou fome. Jurou estudar e ser alguém. Com inúmeras dificuldades, concluiu Medicina e se especializou em Paris. Como presidente, modernizou o Brasil. Legou um rol impressionante de obras e amantes; humilde e obstinado, é (e era) querido por todos.









Brasília, 2003. Lula assume a presidência. Arrogante, se vangloria de não ter estudado. Acha bobagem falar inglês. 'Tenho diploma da vida', afirma. E para ele basta. Meses depois, diz que ler é um hábito chato. Ler jornais lhe dá azia. Quando era sindicalista, percebeu que poderia ganhar sem estudar e sem trabalhar - sua meta até hoje, ao que parece.


Londres, 1940. Os bombardeios são diários, e uma invasão aeronaval nazista é iminente. O primeiro-ministro W. Churchill pede ao rei George VI que vá para o Canadá. Tranqüilo, o rei avisa que não vai. Churchill insiste: então que, ao menos, vá a rainha com as filhas. Elas não aceitam e a filha mais velha entra no exército britânico; como tenente-enfermeira, sua função é recolher feridos em meio aos bombardeios. Hoje ela é a rainha Elizabeth II.


Brasília, 2005. A primeira-dama Marisa requer cidadania italiana - e consegue. Explica, candidamente, que quer 'um futuro melhor para seus filhos'. E O FUTURO DOS NOSSOS FILHOS?


Washington, 1974. A imprensa americana descobre que o presidente Richard Nixon está envolvido até o pescoço no caso Watergate. Ele nega, mas jornais e Congresso o encostam contra a parede, e ele acaba confessando. Renuncia nesse mesmo ano, pedindo desculpas ao povo.


Brasília, 2005. Flagrado no maior escândalo de corrupção da história do País, e tentando disfarçar o desvio de dinheiro público em caixa 2, Lula é instado a se explicar. Ante as muitas provas, Lula repete o 'eu não sabia de nada!', e ainda acusa a imprensa de persegui-lo. Disse que foi 'traído', mas não conta por quem.


Londres, 2001. O filho mais velho do primeiro-ministro Tony Blair é detido, embriagado, pela polícia. Sem saber quem ele é, avisam que vão ligar para seu pai buscá-lo. Com medo de envolver o pai num escândalo, o adolescente dá um nome falso. A polícia descobre e chama Blair, que vai sozinho à delegacia buscar o filho, numa madrugada chuvosa. Pediu desculpas ao povo pelos erros do filho.


Brasília, 2005. O filho mais velho de Lula é descoberto recebendo R$ 5 milhões de uma empresa financiada com dinheiro público. Alega que recebeu a fortuna vendendo sua empresa, de fundo de quintal, que não valia nem um décimo disso. O pai, raivoso, o defende e diz que não admite que envolvam seu filhinho nessa 'sujeira'. Qual sujeira?


Nova Déli, 2003. O primeiro-ministro indiano pretende comprar um avião novo para suas viagens. Adquire um excelente, brasileiríssimo EMB-195, da Embraer, por US$ 10 milhões.


Brasília, 2003. Lula quer um avião novo para a presidência. Fabricado no Brasil não serve. Quer um dos caros, de um consórcio anglo-alemão. Gasta US$ 57 milhões e manda decorar a aeronave de luxo nos EUA. Depois se finge indignado com a demissão de 4.200 funcionários da Embraer.

E você, já decidiu o que vai fazer nos próximos cinco minutos?
Vamos repassar estas informações por e mail para a maioria dos nossos contatos?
Vamos dar ao BRASIL uma nova chance?
Ele precisa voltar para o caminho da dignidade.
Nós não merecemos o desgoverno que se instalou em nosso País e precisamos acordar e lutar antes que seja tarde.


“O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons”.
Martin Luther King

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

CARTA ABERTA E UMA ACUSAÇÃO GRAVE

Caso Battisti - Solidariedade aos italianos


Vimos por meio desta nos solidarizar ao repúdio do governo italiano frente à atitude irresponsável e vexaminosa do Ministro da Justiça brasileiro, Tarso Genro, de conceder refúgio político ao assassino e terrorista Cesare Battisti.

Como cidadãos brasileiros, sentimos vergonha em ter como representante uma pessoa com esse tipo de atitude, que coloca o próprio alinhamento ideológico acima dos valores da vida e da justiça.

Com o intuito de favorecer um criminoso que tirou covardemente a vida de cidadãos italianos, o ministro Tarso joga no lixo as boas relações entre nossas duas nações. E pior, com o apoio explícito do Presidente da República.

Que caia a máscara hipócrita desse governo, que em todas as ocasiões possíveis, colocou-se como aliado de ditaduras e grupos terroristas, como é o caso de Cuba, das FARC, do Hamas e agora por último, dos terroristas italianos. É esse mesmo governo que almeja um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU.

Nós, brasileiros de bem, não compactuamos com as posições adotadas unilateralmente por defensores de criminosos que, a pretexto de defender e questionar direitos que não lhes são cabidos, acobertam e dão guarida a indivíduos indesejáveis tanto aqui como em seus países de origem.

A decisão de Tarso Genro NÃO REPRESENTA o Povo Brasileiro.

A Itália deve tomar as medidas necessárias para denunciar e rechaçar esse ato que envergonha e humilha os cidadãos brasileiros e que despertou a justa revolta de nossos irmãos italianos.

Também repudiamos atitudes baseadas em ideologias políticas ao invés da análise técnica e jurídica prevista em Acordos Internacionais e Tratados de Extradição entre nossos países (vide decreto nº 883, de 1993).


Nosso apoio e franca estima!


Grupo de Internautas Brasileiros
a favor da extradição de Cesare Battisti

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J’accuse

Por Ralph J. Hofmann (Com agradecimento a Émile Zola pelo empréstimo do título)

Meu dever é de falar, não quero ser cúmplice. (E.Z.)

Tenham em mente que o capitão de um navio tem em última instância responsabilidade por tudo que acontece a bordo do mesmo. (RJH)

Eu acuso Luiz Inácio Lula da Silva de candidatar-se à presidência do Brasil, tendo amplo conhecimento do fato de que não tinha qualidades nem qualificações para sê-lo.

Eu acuso Lula da Silva de, não tendo condições de tomar as decisões adequadas para governar o Brasil, indicar para assessorá-lo, na maioria das vezes, elementos que não tem o bem estar do Brasil por objetivo e sim a realização de um projeto político internacional contrário aos interesses do país.

Eu acuso Lula da Silva de desmontar estruturas de controle e monitoração das coisas públicas, esvaziando-as de suas atribuições ou colocando no seu comando aliados incompetentes.

Eu acuso Lula da Silva de criar uma centena de milhar de cargos de confiança para beneficiar sua estrutura de apoio, inchando enormemente a estrutura de ministérios.

Eu acuso Lula da Silva de haver perenizado um assistencialismo via Bolsas Família, assim condenando novas gerações a viver num mundo de sombras sem oportunidade de realização pessoal.

Eu acuso Lula da Silva de não ter criado cursos profissionalizantes para evitar as novas gerações de beneficiados pelas Bolsas Família.

Eu acuso Lula da Silva de, repetidamente, apoiar ações internacionais contrárias aos interesses brasileiros.

Eu acuso Lula da Silva de pouco ou nada fazer para reduzir o caos causado pelos crimes comuns que assolam o país. .

Eu acuso Lula da Silva de malbaratar dinheiro em assistencialismo a países vizinhos, ao mesmo tempo dedicando muito poucos recursos à assistência efetiva no país.

Eu acuso Lula da Silva de conviver com a corrupção de pessoas que ocupam cargos de sua nomeação e que poderiam ser afastadas por uma simples ordem presidencial sem precisar esperar um processo.

Eu acuso Lula da Silva de ignorar indícios de enriquecimento ilícito e desproporcional no seio de sua própria família.

Eu acuso Lula da Silva de pusilanimidade ante dirigentes de países vizinhos.

Eu acuso Lula da Silva de albergar elementos da escória criminal internacional no Brasil.

Eu acuso Lula da Silva de pertencer a uma entidade cujos interesses são francamente contrários aos interesses de um Brasil legitimamente democrático e de favorecer tal entidade.

Eu acuso Lula da Silva de permitir à corrupção crescer tanto que a falta dos valores da mesma comprometem programas permanentes dos ministérios.

Eu acuso Lula da Silva de, ao arrepio das leis, encorajar e financiar entidades que cometem atos criminosos contra os agropecuaristas do país.

Eu acuso Lula da Silva de permitir o financiamento de entidades que praticam crueldade gratuita contra animais, em invasões de propriedades.

Eu acuso Lula da Silva de não mandar processar criminalmente elementos que cometem atos destrutivos em instituições públicas, tais como o próprio congresso.

Eu acuso Lula da Silva de permitir o bloqueio das estradas do país por elementos transportados em veículos fretados com dinheiro público repassado a ONGs.

Eu acuso Lula da Silva de tornar o Brasil alvo de chacota internacional pelas impropriedades que profere em reuniões internacionais

Eu acuso Lula da Silva de propor obras prioritárias para ele, desviando recursos de obras de manutenção absolutamente necessárias para o país, regularmente previstas em orçamento.

Eu acuso Lula da Silva de, tendo desviado dinheiro para obras que considera prioritárias, iniciá-las e não levá-las adiante.

Eu acuso Lula da Silva de defender tiranos e tiranetes.

Eu acuso Lula da Silva de não protestar contra massacres como o de Darfur.

Eu acuso Lula da Silva de compactuar com o sequestro de boxeadores cubanos.

Eu acuso Lula da Silva de conspirar contra a Liberdade de Imprensa no Brasil.

Eu acuso Lua da Silva de um gasto excessivo em viagens inócuas, viagens em muito maior número do que os exageros que imputava ao seu predecessor.

Eu acuso Lula da Silva de não exigir a pronta abertura de processos no rigor da lei contra prefeitos em cujas administrações o TCU detectou mau uso de recursos públicos.

Em suma, acuso Lula da Silva de ser permissivo, indolente e inativo salvo naquilo que possa perpetuar seus pares no poder, numa mostra clara de rejeição da verdadeira democracia e do valor de uma alternância no poder.

Eu acuso também, como um todo, a classe política do país, mesmo reconhecendo a existência de exceções sem distinção de partido, de deixarem fenecer os sentimento de patriotismo, de missão, de auto sacrifício que seus eleitores teriam o direito de esperar em troca de terem colocado os mesmos no poder.

Não é com prazer que faço estas acusações, nem com maldade. Quisera que nosso primeiro presidente-operário tivesse tido uma atuação digna das honras e da confiança nele depositado pelos colegas ao longo de sua lenta ascensão ao poder. Lamentavelmente não foi assim. E em vista disto cabe relembrar a todos sempre este acúmulo de desvios de conduta ao longo destes seis anos, para que os eleitores e candidatos deste país sofredor os tenham em mente em futuros pleitos.

(Agradecendo sugestões recebidas de um fraterno amigo)

domingo, 22 de junho de 2008

Pode ser que ele esteja maluco

Crônica de João Ubaldo Ribeiro

Estado de São Paulo - 22/08/2008


Sei que, para os lulistas religiosos, a ressalva preliminar que vou fazer não adiantará nada. Pode ser até tida na conta de insulto ou deboche, entre as inúmeras blasfêmias que eles acham que eu cometo, sempre que exponho alguma restrição ao presidente da República. Mas tenho que fazê-la, por ser necessária, além de categoricamente sincera. Ao sugerir, como logo adiante, que ele não está regulando bem do juízo, ajo com todo o respeito. Dizer que alguém está maluco, principalmente alguém tido como sagrado, pode ser visto até como insulto, difamação ou blasfêmia mesmo. Mas não é este o caso aqui. Pelo menos não é minha intenção. É que às vezes me acomete com tal força a percepção de que ele está, como se diz na minha terra, perturbado da idéia que não posso deixar de veiculá-la. É apenas, digamos assim, uma espécie de diagnóstico leigo, a que todo mundo, especialmente pessoas de vida pública, está sujeito.

Além disso, creio que não sou o único a pensar assim. É freqüente que ouça a mesma opinião, veiculada nas áreas mais diversas, por pessoas também diversas. O que mais ocorre é ter-se uma certa dúvida sobre a vinculação dele com a realidade. Muitas vezes - quase sempre até -, parece que, quando ele fala "neste país", está se referindo a outro, que só existe na cabeça dele. Há alguns dias mesmo, se não me engano e, se me engano, peço desculpas, ele insinuou ou disse claramente que o Brasil está, é ou está se tornando um paraíso. Fez também a nunca assaz lembrada observação de que nosso sistema de saúde já atingiu, ou atingirá em breve, a perfeição, até porque está ao alcance de qualquer cidadão, pela primeira vez na História deste país, ter absolutamente o mesmo tratamento médico que o presidente da República.

Tal é a natureza espantosa das declarações dele que sua fama de mentiroso e cínico, corrente entre muitos concidadãos, se revela infundada e maldosa. Ele não seria nem mentiroso nem cínico, pois não é rigorosamente mentiroso quem julga estar dizendo a mais cristalina verdade, nem é cínico quem tem o que outros julgam cara-de-pau, mas só faz agir de acordo com sua boa consciência. Vamos dar-lhe o benefício da dúvida e aceitar piamente que ele acredita estar dizendo a absoluta verdade.

Talvez haja sinais, como dizem ser comum entre malucos, de uma certa insegurança quanto a tal convicção, porque ele parece procurar evitar ocasiões em que ela seria desmentida. Quando houve o tristemente célebre acidente aéreo em Congonhas, a sensação que se teve foi a de que não tínhamos presidente, pois os presidentes e chefes de governo em todo o mundo, diante de catástrofes como aquela, costumam cumprir o seu dever moral e, mesmo correndo o risco de manifestações hostis, procuram pessoalmente as vítimas ou as pessoas ligadas a elas, para mostrar a solidariedade do país. Reis e rainhas fazem isso, presidentes fazem isso, primeiras-damas fazem isso, premiers fazem isso. Ele não. Talvez tenha preferido beliscar-se para ver ser não estava tendo um pesadelo. Mandou um assessor dizer umas palavrinhas de consolo e somente três dias depois se pronunciou a distância sobre o problema. O Nordeste foi flagelado por inundações trágicas, o Sul assolado por seca sem precedentes, o Rio acometido por uma epidemia de dengue, ele também não deu as caras. E recentemente, segundo li nos jornais, confidenciou a alguém que não compareceria a um evento público do qual agora esqueci, por temer receber as mesmas vaias que marcaram sua presença no Maracanã.

Portanto, como disse Polônio, personagem de Shakespeare, a respeito do príncipe Hamlet, há método em sua loucura. Não é daquelas populares, em que o padecente queima dinheiro (somente o nosso, mas aí não vale) e comete outros atos que só um verdadeiro maluco cometeria. Ele construiu (enfatizo que é apenas uma hipótese, não uma afirmação, porque não sou psiquiatra e longe de mim recomendar a ele que procure um) um universo que não pode ser afetado por cutucadas impertinentes da realidade. Notícia ruim não é com ele, que já tornou célebre sua inabalável agnosia ("não sei de nada, não ouvi nada, não tive participação nenhuma") quanto a fatos negativos. Tudo de bom tem a ver com ele, nada de ruim partilha da mesma condição.

Agora ele anuncia que, antes de deixar o mandato, vai registrar em cartório todas as suas realizações, para que se comprove no futuro que ele foi o maior presidente que já tivemos ou podemos esperar ter. Claro que se elegeu, não revolucionariamente, mas dentro dos limites da ordem (?) jurídica vigente, com base numa série estonteante de promessas mentirosas e bravatas de todos os tipos. Não cumpriu as promessas, virou a casaca, alisou o cabelo, beijou a mão de quem antes julgava merecedor de cadeia e hoje é o presidente favorito dos americanos, chegando mesmo, como já contou, a acordar meio aborrecido e dar um esbregue em Bush. Cadê as famosas reformas, de que ouvimos falar desde que nascemos? Cadê o partido que ia mudar nossos hábitos e práticas políticas para sempre? O que se vê é o que vemos e testemunhamos, não o que ele vê. Mas ele acredita o contrário.

Acredita, inclusive, nas pesquisas que antigamente desdenhava, pois os resultados o desagradavam. Agora não, agora bota fé - e certamente tem razão - depois que comprou, de novo com o nosso dinheiro, uma massa extraordinária de votos. Não creio que ele se julgue Deus ainda, mas já deve ter como inevitável a canonização e possivelmente não se surpreenderá, se lhe contarem que, no interior do Nordeste, há imagens de São Lula Presidente e que, para seguir velha tradição, uma delas já foi vista chorando. Milagre, milagre, principalmente porque ninguém vai ver o crocodilo por trás da imagem.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

O RETORNO AO ESTADO NOVO E O NOVO CESARISMO

por: Waldo Luís Viana*

Em 1937, Getúlio deu um golpe de Estado e, com a ajuda dos militares, tornou-se ditador. Vargas era ortodoxo e conservador, em matéria econômica, e bastante autoritário em termos políticos. No entanto, ergueu modelo de gestão que forjou nossa infra-estrutura de desenvolvimento. O regime do Estado Novo, instaurado pela Constituição de 1937 em pleno clima de contestação da liberal-democracia na Europa, trouxe à vida política e administrativa brasileira as marcas da centralização e da suspensão dos direitos políticos.

Seu modelo de desenvolvimento baseou-se num Estado forte, em política de industrialização de substituição de importações e, num segundo momento, no capital externo, como desenvolvimento de risco. Tal modelo de Estado desenvolvimentista esgotou as possibilidades de sustentação econômica ao final da década de 70, tendo em vista a recessão ocorrida no país, no início dos anos 1980.

Vargas tinha apoio popular – projetando sobre a nação a imagem de “pai dos pobres” – instaurando de cima para baixo uma legislação trabalhista que acabou se tornando a geratriz do populismo. A “política de populismo” tratava-se de uma prática paternalista, clientelista e cartorial, na qual o Estado exercia tutela sobre a sociedade civil, os sindicatos e demais instituições, regulando a vida de tudo e de todos. O projeto populista de Vargas também incluía a promoção do desenvolvimento interno, com base na empresa nacional e sob a liderança da burguesia urbana.

Conquanto beneficiasse os trabalhadores com leis sociais avançadas, impedia-os de abraçar teorias socialistas que assombrassem de algum modo a elite industrial. Em nenhum momento de seu governo a questão agrária foi tocada. Embora haja favorecido o trabalhador industrial, não melhorou devidamente as condições dos trabalhadores rurais e braçais. Vargas revelou-se contraditório (também era chamado de “mãe dos ricos”) em nome de um projeto que julgava ser o melhor para o país, fechando o Congresso, reprimindo as liberdades públicas, isolando os descontentes, perseguindo os inimigos e impondo-se como estadista popular e divisor de paixões.

Lula elegeu-se sob a égide da “Carta aos brasileiros”, em 2002, convencendo a burguesia industrial e as classes médias medrosas de que não romperia com o regime capitalista, não quebraria contratos nem o regime jurídico regulatório e incipiente que nos governa. Ao prometer que não rasgaria a Constituição, como fez Getúlio, venceu as eleições, prosseguiu com a política ortodoxa, monetarista e fiscal de seu antecessor, aprofundando algumas políticas compensatórias de ordem social e paternalista.

Conseguiu enorme popularidade com o programa “bolsa-família”, principalmente entre as camadas pobres e chegou ao segundo mandato. Não precisou fechar o Congresso, mas, com a enxurrada de medidas provisórias oriundas do Executivo, praticamente paralisou um poder Legislativo desmoralizado, principalmente pelo escândalo do mensalão, ocorrido em 2005.

Lula, assim como Getúlio, fala diretamente ao povo, sem precisar de intermediários. Os partidos, no máximo, colonizam a administração inchada de seu governo, com uma máquina de quase 50 ministérios, divididos pelos aliados que formam uma coesa elite patrimonialista, ocupada em dividir cargos, interesses, influências e privilégios nos investimentos e obras públicas.

O presidente não superou a política populista de Vargas, pelo contrário. Aprofundou a influência das centrais sindicais e dos sindicatos pelegos, mantendo todos os seus privilégios, incluindo a não fiscalização de seus haveres e gastos pelo Tribunal de Contas, tomando, em troca, um apoio político que, em seu modo de ver, lhe garante a continuidade no poder.

Lula não é bobo, é muito esperto, embora tenha nascido de mãe “analfabeta”. Sua popularidade chegou ao auge e não tem para onde crescer, a não ser para a perigosa unanimidade dos regimes totalitários. Nélson Rodrigues diria que “toda a unanimidade é burra”, ao que acrescentaria, com humildade, “e muito perigosa”, porque encobre intenções ditatoriais.

A recente saída de Marina Silva, um grande truque de marketing que surpreendeu e enfureceu o próprio Lula, é um divisor de águas. Um antes e depois de “Cristo”! Antes, Lula ainda escutava o seu partido, aquele antigo do “Lula-lá-perseguindo-a-estrela” – lembram-se? – para agora emporcalhar a sua biografia, atrelado ao PMDB fisiológico de alguns governadores e senadores, interessados apenas em dividir o butim do Erário e das benesses. Esqueceu os valores, mas só pensa em “valores”.

É o apóstolo dos biocombustíveis, de uma trêfega política externa terceiro-mundista, emparedada por todos os lados por outros invejosos países emergentes, faz concessões absolutamente cosméticas às esquerdas, permitindo discutíveis cotas raciais, programas de primeiro-emprego e banco popular absolutamente fracassados, um programa Fome-Zero degenerado em inflação de alimentos, um projeto de obras públicas cujos orçamentos ainda não foram liberados, comícios intermináveis contra uma oposição completamente incompetente e insegura – enfim, trata da própria vida, procurando costurar um impasse político-institucional que conclame a sociedade a lhe pedir um terceiro mandato.

E Lula, docemente constrangido, baseado em pesquisas eleitorais que o alçam a níveis estratosféricos de popularidade – assim como Getúlio – o presidente-operário quer se transformar em novo César. “Vim, vi e venci” – sopra-nos ao ouvido. Não é “sacanagem pura”. Nada pode detê-lo no objetivo de imperador divino de “cuidar do povo brasileiro”.

Como todo proto-ditador, Lula não preparou sucessores. Os pretendentes são todos inferiores, balões de ensaio “in vitro”, incapazes de vingar “in vivo”. Ninguém tem seu carisma e é escutado pelo povo como ele. Os candidatos têm que convencer que são seus filhos, num regime presidencialista que raramente transfere votos. E Lula não apóia ninguém, a não ser quem não lhe ameace o próprio poder. Não tem amigos, tem assessores e vassalos.

Com César e Getúlio foi assim. O primeiro foi assassinado, por uma conspiração de senadores, e o segundo, por uma conspiração da burguesia, da alta classe-média e dos militares, o que o conduziu pela vergonha a dar um tiro no peito.

Com nosso César, a história não acabará como tragédia, mas sim, como farsa. Ele quer legislar sozinho, porque só ele sabe o caminho; não precisa de juízes, consertando os defeitos constitucionais de seu governo, porque magistrado é muito formal e só atrapalha; com os políticos ele não quer negociar fisiologicamente, porque lhe causa nojo e fastio; aos companheiros, ameaça sempre em lhes retirar o tapete, se não fizerem o que ele quer, porque ele é maior que os partidos que o defendem. Sobre os vários escândalos por que o seu curto período de governo passou, Lula tem a dizer que não sabe de nada. Nosso César só precisa de palco e povo. Seu Coliseu é o PAC (o palco) e seus leões famintos, os sindicatos e fundos de pensão. Pão (com trigo caro) e circo (futebol e TV) para o povo. A fórmula está pronta!

A nova aristocracia que o cerca, de sindicalistas, políticos fisiológicos de todos os calibres e a plutocracia de dentro e de fora, agradecidos com os juros altos, não têm qualquer pretensão revolucionária. O Estado, enquanto for maternal, alargando os impostos e os gastos públicos, hipertrofiado por enorme ineficiência, para eles está muito bem como está: “o hômi tá pagano...”

Lula não precisa de um Estado Novo, Brasília é a Nova Roma, uma prostituta, como disse certo tribuno e senador romano. Ela aceita tudo, desde que o poder continue condividido entre as elites predatórias e patrimoniais. O país espanta o mundo com as suas reservas profundas de petróleo, com o biocombustível e a destruição da Amazônia. O novo César quer reformar as Forças Armadas para que não “encham o saco”, colocando os generais, almirantes e brigadeiros em seus devidos lugares. Hoje, os militares são legalistas. Vão para a casa dormir, enquanto esperam as fórmulas mágicas e estrangeiras de Mangabeira Unger e do nosso Comandante Zero, que já rodou muita bolsinha – como disse em recente conferência no exterior.

Marina Silva caiu. A floresta amazônica continua desmatada e Roraima retalhada (pronuncia-se, segundo a mídia politicamente correta “Róraima, como Ângela Ró-Ró”). Os militares na caserna, caladinhos com o aumento salarial concedido e Lula coroado e feliz, colhendo uma floresta virtual de votos...

Regressamos ao Estado Novo, com um novo César e uma floresta virtual de votos! A Pátria está salva...

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*Waldo Luís Viana é escritor e economista.

Rio de Janeiro, 17 de maio de 2008.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Vergulho ou orgonha?

Existem leitores que são indispensáveis. Enriquecem nossos textos, abrem horizontes, sugerem caminhos e ampliam as possibilidades. Escrevem para reclamar, para perguntar, para contestar, mas são sempre positivos. Querem construir.Como o Claudio, que ao ler um artigo em que eu falava do orgulho e da vergonha de ser brasileiro, soltou esta pérola: “... se tenho orgulho ou vergonha do meu país? Acho que tenho vergulho... Ou orgonha... Vale ter vergonha e orgulho ao mesmo tempo?”.Ótima pergunta Claudio! Ela resume a contradição do “ser brasileiro”. Hora somos abençoados, hora somos amaldiçoados. Na verdade, talvez sempre tenha sido assim, a história balançando como um pêndulo, indo cada vez para um lado. Se nos anos cinqüenta éramos o orgulhoso país do futuro, cheio de conquistas, de heróis, de música e de esperança, da metade dos anos sessenta à metade dos oitenta ficamos mais sérios, mais contidos, mais medrosos enquanto observávamos o “milagre econômico” e os generais carrancudos. Depois, na década de noventa, durante os anos da abertura, ficamos desorientados, desbundados, perplexos e ansiosos diante da abertura dos portos, da globalização e da democracia. E entramos no novo milênio para descobrir que faltava-nos preparo, estrutura, cultura, coragem e conhecimento para que o Brasil finalmente acordasse de seu berço esplêndido. E broxamos ao descobrir (na verdade, acho que para a maioria a ficha ainda não caiu) que é impossível construir um país sem um plano. E sem gente comprometida a realizar o plano. Pois deu no que deu. Não sei se tenho orgulho ou vergonha no país onde todo mundo tem opinião sobre tudo, baseado naquilo que ouviu dizer. Onde o principal meio de informação é a televisão apressada, superficial e refém dos objetivos comerciais. O país onde política é balcão de trocas. Onde a inveja é moeda corrente, onde uns torcem para que os outros não dêem certo. O país onde o conselho mais comum é: “Cuidado! Agora não é hora! Espera um pouco. Deixa pra depois.”.
Minha esperança está sabe onde? Em nossos filhos. Apesar do massacre cultural sem precedentes vejo neles uma centelha de indignação. Uma pequena chama de revolta produzindo uma tímida luz de esperança. Essa chama pequenina quase desaparece, sufocada por gente que acha normal o Presidente da República elogiar em público um político sabidamente corrupto. Ou o gari que devolveu ao dono o dinheiro perdido ser tratado como herói ou trouxa, nunca como uma pessoa normal. Gente que acha certo “inaugurar” obras pela metade em ano de eleição. Que a televisão explore a tragédia exibindo incessantemente videoclipes melosos da inocente menininha assassinada sabe-se lá por quem. Gente que acha normal um senhor de cabelos brancos, músico conhecido, dizendo na TV que “sem socialismo não dá pra falar de amor”.
É, meus amigos, não está fácil...
Temos que alimentar aquelas pequeninas chamas escrevendo, conversando, palestrando, explicando, provocando... Jamais nos alinhando aos que estão conformados ou acham “normal” o que deveria nos indignar.Para que depois que nos retirarmos da luta nossos filhos continuem até eliminar deste país a cultura do vergulho e da orgonha. Para que um dia um líder verdadeiro diga na televisão, de forma legítima e honesta:
“Nunca antes neste país as pessoas tiveram tanto orgulho. E vergonha na cara”. Luciano Pires