domingo, 9 de maio de 2010

São Paulo segundo o PT

As pesquisas mostram em São Paulo Alckmin com 53% das intenções de votos e Mercadante com 13%. Mostram Serra com 54% e Dilma com 15%.  Com os resultados pífios dos petistas no estado do Brasil com o maior número de eleitores e que pode fazer a grande diferença nas eleições deste ano para presidente, os petistas que fundaram seu partido neste estado estão vendo que seu fim será lá também.

É...com isso o governo do PT perdeu  mesmo o rumo. Literalmente. Dilma já havia separado o Nordeste do Brasil. Agora, vejam o mapa do Estado de São Paulo segundo o governo do PT, publicado pela SECOM nos maiores veículos de comunicação do estado.


Este é o mapa do petista doido. Um eleitor desavisado seguindo este mapa, poderá tentar ir até Campinas e chegará em Santa Rosa de Viterbo. Se for se dirigir a Campos do Jordão para passar um final de semana, terá um weekend feliz em Araras. Registro foi parar em Capão Bonito, Guarulhos em Campinas, Ituverava mudou de nome, agora se chama Barretos.O Rio de Piracicaba agora vai jogar água pra fora em Osvaldo Cruz, pois a cidade mudou de lugar.

 Paulistas! Votem no PT em 2010! Eles prometem mudar vocês todos para o Paraguai!

sexta-feira, 30 de abril de 2010

A democracia petista e a dificuldade em lidar com a verdade

O PT informa que vai entrar com uma ação contra o PSDB, para tirar do ar o Blog Gente que Mente, mantido pelo partido para desmanchar boatos espalhados pelo partido da bandidagem contra os tucanos. São tão covardes que se baseiam em denúncia de um deputado "cloaca de aluguel" do PDT. O tiro vai sair pela culatra, pois o assunto vai virar tema nacional.Copiem e enviem o lembrete abaixo para o maior número possível de pessoas, denunciando esta arbitrariedade do PT. Vamos criar uma corrente do bem contra a censura, a truculência e o terrorismo eleitoral. Um corrente da verdade contra a mentira.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

domingo, 25 de abril de 2010

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Hoje é o dia da mentira

E nada melhor para comemorar este dia, que a aprendiz de mentirosa que promete ser ainda mais mentirosa que seu professor, o sapo barbudo.

Dilma Day

quarta-feira, 24 de março de 2010

quarta-feira, 17 de março de 2010

quarta-feira, 10 de março de 2010

As ótimas charges do Roque Sponholz

Sponholz é um arquiteto de Blumenau e além de bom arquiteto, é um ótimo chargista e observador sagaz do momento político que traduz imediatamente para a imagem. Acompanho suas charges já há mais de 5 anos na Internet. Hoje elas estão difundidas por todo o Brasil. Vejam abaixo parte pequena de sua obra e se quiserem, vão ao website dele(aqui neste link) para verem mais. O download é livre.

Os papeis do Ministério da Defesa

Fala-se volta e meia do Ministro Jobim e pouco do Ministério da Defesa.  De onde surgiu este ministério?
Tem algo mais que a cabeça de Fernando Henrique nesta história.  Desde a deposição do Imperador Pedro II as forças armadas assumiram o principal papel do imperador: o Poder Moderador. 
De forma legal e previsível o Imperador atuava sobre o Legislativo e Judiciário, numa regra de jogo que as diversas correntes políticas aceitavam, na maioria das vezes numa boa: mexia-se nos outros poderes e mudava-se os peões quando se achasse necessário.
Ao exercerem o mesmo papel, as forças militares geraram ódios em vastos segmentos da sociedade ao mesmo tempo que outros segmentos as incentivavam para ir em frente e atropelar o presidente no poder, como Carlos Lacerda fez mais de uma vez.  A população polarizava ao extremo em torno dessas lideranças.
Para compensar o Presidente Goulart tentou diminuir o poder militar, subvertendo a ordem até que a paciência fardada se esgotasse.  Contrariamente ao que alguns jornalistas declararam em suas memórias, expressiva parte da população apoiou a revolução de 31 março que os desafetos rotularam como o golpe do 1º de abril.
E assim o Brasil viveu por 21 anos, os militares criando hostilidades em muitas frentes, perdendo o apoio da maior parcela da população que respaldara o movimento militar em seu início.  O Poder Moderador militar bem que tentou mas nunca conseguiu ter o charme e a empatia de D. Pedro II.
Em 1985 entram em cena os presidentes civis tentando enfiar os três ministérios militares num fundo de gaveta.  Até que FHC resolve o problema espacial, transformando os três ministérios num único, o da Defesa, inspirado no modelo norte-americano.
O Ministério da Defesa norte-americano surgiu no início de uma rebelião militar no ano de 1.783, com as tropas acampadas em Newburg, N.Y., com a vitória na guerra da independência à vista, mas ainda incerta;  o General Horatio Gates estimulou oficiais subordinados a levantar a tropa contra o Congresso ou marchar para a Filadelfia e capturar o governo.  George Washington em reação convocou uma reunião da tropa para uma quinzena, designou o General Gates para presidi-la, deixando a impressão que um amigo dos insurretos iria dirigir os trabalhos e que ele nem apareceria no evento; enquanto isso planejou a estratégia e convocou seus aliados para a reação.
Num pronunciamento inesperado e emocional, Washington virou o jogo e obteve o apoio de 500 oficiais no evento, criando o conceito que os militares aconselham e a liderança civil decide.  Seis anos mais tarde, este conceito foi transposto para a Constituição.
Assim hoje em dia, o Presidente Obama é quem decidiu aumentar o envolvimento americano no Afeganistão e o Congresso é quem decide liberar as verbas para dar andamento à decisão.  É o presidente e o Congresso, não os militares, que decidem se as leis devem ser mudadas para permitir aos gays e lésbicas a servirem nas forças armadas.
Já no Brasil, sem uma guerra de independência, um Congresso e um George Washington, a decisão cerebral de FHC teve um período de maturação de cinco ministros no cargo da Defesa, até que Nelson Jobim surgir no cenário, vindo do mais alto posto da justiça.  Conforme iremos ver adiante, a maturação continua.
De cara Jobim enfrenta o caos, a má fé e a incompetência na aviação civil, tanto nas obras aeroportuárias quanto nos maiores acidentes aéreos de nossa história. O Ministério da Defesa fora criado mas a aeronáutica civil estava a matroca, com graves insubordinações na equipe que deveria zelar pela segurança do tráfego aéreo e falta de competência na gestão de sua estrutura.  Medidas enérgicas foram tomadas, no meio de protestos da imprensa e das empresas de transporte aéreo;   o tempo veio provar que os principais focos do caos tinham sido debelados, tanto no governo quanto nas empresas privadas.

Com os militares fora do poder, as Forças Armadas brasileiras foram tratadas, ou melhor, destratadas por uma série de governos, como algo imprestável, desnecessário, descartável, com sentimentos de vingança talvez enrustidos por 21 anos de arbitrariedades militares.  Na verdade, o observador mais atento e tecnicamente preparado, observa há anos que o conceito de defesa nacional não permeou no poder civil, até junto a seus profissionais mais sofisticados, como FHC, que fez declarações no mínimo desastradas.  Criou-se o conceito de poder civil decidir assuntos estratégicos, mas nossos civis ainda amadurecem, ainda não chegaram lá.

O programa nuclear da Marinha, incluindo a construção do submarino nuclear e a obtenção do combustível nuclear, de importância estratégica fundamental, foi abandonado às moscas, sendo tocado por anos com migalhas por dedicados e abnegados oficiais da Marinha.  Os políticos de Brasília ainda não compreenderam o que seja "importância estratégica fundamental".  Sentimentos de vingança enrustidos ?

Na Força Aérea, a visão de alguns oficiais como Casimiro Montenegro, no ano de 1943 com a II Guerra virando a favor dos aliados, conceberam bem antes de seus colegas da Marinha, a necessidade do domínio estratégico para desenvolver uma força eficaz.  Assim construíram a partir do ITA a Embraer a qual deu bons aviões de treinamento subsônicos, turbo-hélices eletronicamente avançados.  Ao mesmo tempo se cortou em Brasilia a verba do combustível e o resto da frota envelheceu nos hangares, os oficiais voadores cada vez voando menos.  Assim constituiu-se numa crescente fonte de acidentes e mortes.  Eram os caixões voadores da FAB e o Boeing quadrireator que servia a Presidência rotulou-se como "Sucatinha".  Você que está leu este texto até aqui, voaria num "sucatinha" ?

No Exército o sucateamento implicava no enguiço no meio da estrada dos veículos militares que ainda conseguiam sair para a rua.  Se nem os aviões que caiam e matavam eram notícia na imprensa, os tanques e caminhões blindados enguiçados e rebocados na estrada muito menos.

Este conjunto inoperante de terra, mar e ar foi o Ministério da Defesa que o abnegado Ministro Nelson Jobim herdou.  E desde então no âmbito interno das Forças Armadas, pela primeira vez, as três armas se juntam e falam em alto nível das necessidades estratégicas do Brasil de forma coerente e planos vão sendo desenvolvidos.  Espera-se que em algum momento o Poder Civil amadureça para o exercício de seu cargo.
Outro tópico atual é a escolha do caça supersônico denominado FX-2.  Até agora o assunto vem sendo tratado de forma sigilosa e talvez desastrada, pois o conceito operacional do novo ministério ainda não alcançou todas partes envolvidas.  Relembrando o conceito norte-americano, o pai da criança com quem estamos tentando nos envolver: “os militares aconselham e a liderança civil decide”.  Há cinco anos eram cinco os países participantes na concorrência misteriosamente reduzidos a três.
Houve uma confusão no meio do campo e o Presidente optou por um dos países antes dos militares aconselharem, ou então toda esta história foi mal contada, em prejuízo dos militares que estão proibidos de se manifestar.
Um general quatro estrelas, que perdeu a paciência com as declarações recentes e infelizes do ex-ministro da justiça, também perdeu o cargo, numa iniciativa  inédita do Poder Civil, parecida em sua forma na exoneração do Comandante do II Exército, em 1975, pelo Presidente da República.  Só que na época, o presidente era o General Geisel o qual, como General George Washington, primeiro em 1783, acertou os ponteiros com seus comandados, antes de bater o martelo.
Parece que passamos a ter um Ministério da Defesa onde o Ministro vai fardado para a Amazônia, deixando seus ternos de casemira inglesa no cabide.  Isto é um detalhe e decisão dele, que a imprensa de fraldas, saída das Escolas de Comunicação e nada entendendo de defesa, aborda como tema relevante...

Pedro John Meinrath                                                                                             
Engenheiro Aeronáutico

São Paulo, 17 de fevereiro de 2010.

domingo, 7 de março de 2010

2010 será o ano da escolha entre o certo e o errado

A divulgação do Programa Nacional de Direitos Humanos confirmou que a eleição de 2010 será mesmo plebiscitária. O Brasil que pensa entendeu que terá de escolher entre a democracia representativa e o stalinismo farofeiro, entre a liberdade e o autoritarismo , entre o mundo civilizado e as cavernas onde conspiram os pastores do atraso.
A reportagem de capa da edição de VEJA, outra reafirmação do mergulho sem volta do PT no pântano, é a prova definitiva de que o desejo de Lula (”Gostaria que fosse nós contra eles, olho no olho”) será atendido. O governador José Serra é um homem sem prontuário. Basta que vire ostensivamente as costas aos pecadores do PSDB e do DEM ─ uma tribo diminuta se confrontada com a imensidão de companheiros fora-da-lei ─ para que os eleitores entendam que estarão escolhendo entre a honestidade e a roubalheira, entre a honradez e a corrupção.
Serra vencerá se compreender que a oposição brasileira é muito maior, mais tenaz, mais corajosa e mais combativa que a oposição formal. Ele precisa ser mais que o candidato de uma aliança partidária assustadiça, excessivamente cautelosa. Tem de transformar-se no porta-voz do Brasil decente, que não teme porque não deve, que respeita a lei e exige que todos sejam obrigados a respeitá-la, que lutou pela restauração do regime democrático e dele não admite abrir mão.
“A oposição não tem programa, a Dilma tem”, vangloriou-se em Cuba o ministro Franklin Martins, ainda com o olhar de quem viu o homem que quer ser quando crescer. “Qual é programa do Serra?” O candidato do PSDB acha que ainda é cedo para apresentar um plano de governo. Mas já passou da hora de apanhar a luva atirada por Lula, aceitar o repto lançado por Franklin e desfraldar o quanto antes as duas bandeiras que o PT jogou no lixo. O partido que reivindicava o monopólio da ética caiu na vida. O partido que se fingia de libertário ama Fidel Castro e flerta com Hugo Chávez.
Serra, ex-militante da Ação Popular, converteu-se num genuíno democrata. Dilma jamais renegou o script de coadjuvante da Polop e Var-Palmares, organizações comunistas que recorreram à luta armada para substituir a ditadura militar pela ditadura do proletariado. Serra não tem contas a acertar com a Justiça. Dilma foi escolhida por um presidente que acoberta todos os delinquentes de estimação, é candidata pelo partido do mensalão e entregou a coordenação da campanha a José Dirceu.
Só faltava Delúbio Soares. A reportagem de VEJA mostrou que não falta mais nada: João Vaccari, o novo tesoureiro da direção nacional do PT, é um Delúbio piorado. A sucessão presidencial de 2010 não passará ao largo de critérios políticos e morais. Eleger Dilma Rousseff é entregar o poder aos carrascos da liberdade. É entregar a chave do cofre à bandidagem que, por ter perdido de vez o medo do xerife, já nem usa lenço para esconder o rosto.
Augusto Nunes, 07/03/2010

sábado, 6 de março de 2010

A Raiz de Todo o Mal

Recentemente o estado de Mato Grosso nos brindou com mais um exemplo dos tantos que nos deixam "perplexos" nestes tempos tristes que vivemos: 10 magistrados, entre juizes e desembargadores, foram condenados por desviarem dinheiro do tribunal de justiça do estado para uma loja maçônica à qual estavam vinculados.
São tantos os absurdos deste caso que vale a pena pensar um pouco mais sobre a questão.
Em primeiro lugar o óbvio do óbvio: como aceitar o crime por parte dos guardiões da justiça? Não podemos aceitar, de forma alguma, que juízes e desembargadores aleguem desconhecer as leis, já que seu trabalho é interpretá-las. E menos ainda sermos tolerantes com esses criminosos, já que, mais do que qualquer outro meliante, eles sabiam muito bem o que faziam e os riscos envolvidos.
Então, aqui há um primeiro absurdo: considerá-los réus primários como qualquer outro pobre coitado que rouba um pote de margarina ou filão de pão, já que, ainda que não se saiba de outros crimes dessa “quadrilha”, eles não podem ser chamados de “primários” por serem todos magistrados, ou seja, os defensores das leis.
Tratar diferentes como iguais é tão absurdo como tratar iguais diferentemente. A posição privilegiada destes senhores perante as leis deveria fazer com que seu tratamento fosse mais severo do que o de outros infratores, o que, infelizmente, não é o caso.
Isso posto, vamos agora examinar o segundo – e maior – absurdo deste triste incidente.
Comprovada a culpa, todos sofreram a pena máxima a que estão sujeitos: aposentadoria compulsória com direito a plenos vencimentos!
Deus do céu, desde quando isso é punição?
Gostaria que alguém me provasse como ficar em casa, de papo para o ar, recebendo mais de vinte mil reais por mês para não fazer nada é uma punição. Para a maioria de nós isso seria um prêmio, seria ganhar na loteria. Como é que isso é uma punição exemplar e terrível no caso de um magistrado?
A conclusão terrível é que eles estão deixando de ganhar algo muito bom com esse castigo, e então cabe a pergunta: o que estariam ganhando? O que seria isso que lhes foi tirado? Que saibamos os magistrados recebem apenas salários, então qual seria o "por fora" que perderam? Seriam “agrados” para favorecer a este ou aquele lado em uma decisão? Por favor, que isso seja trazido a público!
A situação, como vemos, é absurda.
Mas mais absurdo é o fato de que esse tema tenha desaparecido dos meios de comunicação e que a população não tenha se indignado ou exigido mudanças. Há um silêncio ensurdecedor sobre o caso, como sempre ocorre quando o crime está no judiciário, como se vivêssemos uma conspiração do silêncio.
Tudo, ao que parece, para impedir uma reflexão mais profunda sobre os privilégios inadmissíveis dados aos magistrados, e ao tratamento mais do que especial que eles mesmos se conferem, acima das leis, acima dos demais mortais, de uma forma que não pode mais existir em nossa sociedade.
As leis existem para impedir comportamentos que não são aceitos pela sociedade com um todo. O medo do castigo faz com que elas sejam cumpridas.
Agora, se o castigo é um prêmio, quem irá se importar com ele?
Aí está a origem de todos os nossos problemas, de toda a corrupção e impunidade.
Se um juiz não pode ser realmente punido, por que será honesto?
Lógico que os próprios dirão que seguem padrões morais, ou falarão que são isso ou aquilo, mas a verdade é que são seres humanos, exatamente como todos os demais.
E se nenhuma profissão é composta apenas de pessoas honestas ou desonestas, isso vale também para a magistratura.
Por que, então, aceitar que seus membros não sejam sujeitos a viver pelas mesmas leis que servem para todos os demais membros de nossa sociedade?
Por que deixar que os seus membros sejam tratados como seres especiais, isentos de punições reais e livres para viverem à margem da lei?
E pior, vitalícios em seus cargos!
Coloquemos aí a nomeação política de empregados para as cortes supremas e teremos a receita para o autoritarismo.
Senão, qual é a explicação para um TSE que faz de conta que campanha antecipada não existe? Para cortes que favorecem gente como os Sarneys? E para todo o resto que já conhecemos.
Um Brasil para todos, onde o artigo 5° da constituição seja para valer só existirá quando tivermos uma ampla e profunda reforma do judiciário.
Chega de impunidade, a começar pelos magistrados!

quinta-feira, 4 de março de 2010

A opinião do Casseta sobre a censura

Em entrevista à TV Estadão. Marcelo Madureira do Casseta e Planeta fala que este governo foi o único em 25 anos que mandou "recadinhos" a eles reclamando do tom do programa. VEJA AQUI

terça-feira, 2 de março de 2010

Do blog do Josias de Souza (FSP)

O governo maquiou os balanços oficiais do PAC com o propósito de esconder atrasos na execução das obras

Deve-se a revelação aos repórteres Eduardo Scolese e Ranier Bragon. Em notícia levada às páginas da Folha, a dupla informa:

“Três de cada quatro ações destacadas no primeiro balanço do PAC não foram cumpridas no prazo original”.

Para encobrir o problema, recorreu-se à maquiagem. Vão abaixo os detalhes que evidenciam a manobra:

1. Gestora do PAC, a ministra-candidata Dilma Rousseff reuniu os jornalistas, no início de fevereiro, para divulgar o balanço de três anos do programa.

2. Sob holofotes, a “mãe do PAC” anunciara que 40% das ações previstas no programa já haviam sido cumpridas.

3. Nas principais obras, a taxa de conclusão era, segundo a chefe da Casa Civil, de 36%.

4. Para corroborar as palavras da ministra, o Planalto distribuíra aos repórteres um documento em que a lista de obras é adornada por ilustrações.

5. Ao lado de cada empreendimento, três vocábulos traduziam o estágio em que se encontravam os canteiros de obras.

6. Para a maioria das obras mais relevantes do PAC, utilizou-se um carimbo verde: “Adequado”.

7. Os carimbos em amarelo –“Atenção”—e em vermelho –“Preocupante”— figuram no levantamento oficial como escassas exceções.

8. Os repórteres compararam esse levantamento de fevereiro ao balanço inaugural do PAC, que Dilma fizera em maio de 2007.

9. Confrontaram os dados também com os indicadores apresentados nos oito balanços que se seguiram ao primeiro.

10. Descobriram: muitas das obras que aparecem no balanço mais recente com o carimbo verde passaram por uma revisão de metas.

11. Os prazos de conclusão foram dilatados. Parte das obras, cuja conclusão fora prevista ainda para a era Lula, simplesmente foram jogadas para a próxima gestão.

12. O governo lançou mão do pa©osmético sem mencionar, de um balanço a outro, que ajeitava com ruge e batom a face do programa.

13. Não é só: além de pintar, o governo passou o bisturi em algumas obras, fatiando-as. Com isso, manteve o prazo de entrega de pedaços de empreendimentos que, tomados por inteiro, atrasariam além do desejável.

14. Há mais: numa das obras que teve preservado o prazo de entrega trocou-se o objeto: em vez da conclusão da obra, a meta passou a ser a "entrega do projeto".

15. Há pior: algumas das ações que, por atrasadas, enfeiavam o balanço foram passadas na borracha. Sumiram em levantamentos seguintes.

16. O primeiro balanço do PAC, aquele de maio de 2007, cobria o primeiro quadrimestre do progama –de janeiro a abril daquele ano.

17. O texto classificava como grandes 76 obras. Comparando-se esse levantamento com os posteriores, sobretudo o último, verifica-se:

18. Nada menos que 75% das grandes obras (57) padecem de atraso no cronograma. Onze foram empurradas para dentro da próxima gestão, a ser inaugurado em 2011.

19. Desses 57 empreendimentos atrasados, 38 ainda estão em andamento. Ganharam novos cronogramas.

20. O atraso médio é de um ano e meio em relação ao que fora prometido em 2007.

21. Significa dizer que que essas 38 obras deveriam figurar no último balanço trazido à luz por Dilma com carimbos amarelos ou vermelhos. Porém...

22. Porém, apenas 16% delas figuram na peça acompanhadas das inscrições “Atenção” e “Preocupante”. As demais foram brindadas com sombra verde: “adequado”.

No último dia 20 de fevereiro, ao discursar no Congresso petista que aclamou Dilma como presidenciável oficial, Lula dissera:

"Posso dizer que nunca antes na história do país houve programa de investimento em infraestrutura tão organizado, tão discutido e tão planejado como nós fizemos o PAC".

Considerando-se a checagem de Scolese e Bragon, Lula talvez estivesse falando de outro PAC, até aqui insuspeitado: o Programa de Aceleração do Cosmético.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

O discurso que é uma lição aos dinossauros do socialismo

MAGNÍFICA LEITURA ESTE DEPOIMENTO DO PRESIDENTE DA COSTA RICA. MERECE SER LIDO E REPENSADO.

Discurso proferido na presença do Lula e demais presidentes latino-americanos, incluído o “manequim” do Equador, o caloteiro Corrêa, abaixo nominalmente citado.
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“ALGO HICIMOS MAL”
Palavras do Presidente Oscar Arias da Costa Rica na Cúpula das Américas em Trinidad e Tobago, 18 de abril de 2009
“Tenho a impressão de que cada vez que os países caribenhos e latino-americanos se reúnem com o presidente dos Estados Unidos da América, é para pedir-lhe coisas ou para reclamar coisas. Quase sempre, é para culpar os Estados Unidos de nossos males passados, presentes e futuros.
Não creio que isso seja de todo justo.
Não podemos esquecer que a América Latina teve universidades antes que os Estados Unidos criassem Harvard e William & Mary, que são as primeiras universidades desse país.
Não podemos esquecer que nesse continente, como no mundo inteiro, pelo menos até 1750 todos os americanos eram mais ou menos iguais: todos eram pobres.
Ao aparecer a Revolução Industrial na Inglaterra,outros países sobem nesse vagão: Alemanha, França, Estados Unidos, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e aqui a Revolução Industrial passou pela América Latina como um cometa, e não nos demos conta.
Certamente perdemos a oportunidade.
Há também uma diferença muito grande. Lendo a história da América Latina, comparada com a história dos Estados Unidos,compreende-se que a América Latina não teve um John Winthrop espanhol, nem português, que viesse com a Bíblia em sua mão disposto a construir uma Cidade sobre uma Colina, uma cidade que brilhasse, como foi a pretensão dos peregrinos que chegaram aos Estados Unidos.
Faz 50 anos, o México era mais rico que Portugal. Em 1950, um país como o Brasil tinha uma renda per capita mais elevada que o da Coréia do Sul.
Faz 60 anos, Honduras tinha mais riqueza per capita que Cingapura, e hoje Cingapura em questão de 35 a 40 anos é umpaís com $40.000 de renda anual por habitante. Bem, algo nós fizemos mal, os latino-americanos.
Que fizemos errado? Nem posso enumerar todas as coisas que fizemos mal.
Para começar, temos uma escolaridade de 7 anos.
Essa é a escolaridade média da América Latina e não é o caso da maioria dos países asiáticos. Certamente não é o caso de países como Estados Unidos e Canadá, com a melhor educação do mundo, similar a dos europeus.
De cada 10 estudantes que ingressam no nível secundário na América Latina, em alguns países, só um termina esse nível secundário.
Há países que têm uma mortalidade infantil de 50 crianças por cada mil, quando a média nos países asiáticos mais avançados é de 8, 9 ou 10.
Nós temos países onde a carga tributária é de 12% do produto interno bruto e não é responsabilidade de ninguém, exceto nossa, que não cobremos dinheiro das pessoas mais ricas dos nossos países. Ninguém tem a culpa disso, a não ser nós mesmos.
Em 1950, cada cidadão norte-americano era quatro vezes mais rico que um cidadão latino-americano. Hoje em dia, um cidadão norte-americano é 10, 15 ou 20 vezes mais rico que um latino-americano. Isso não é culpa dos Estados Unidos, é culpa nossa.
No meu pronunciamento me referi a um fato que para mim é grotesco e que somente demonstra que o sistema de valores do século XX, que parece ser o que estamos pondo em prática também no século XXI, é um sistema de valores equivocado.
Porque não pode ser que o mundo rico dedique 100.000 milhões de dólares para aliviar a pobreza dos 80% da população do mundo “num planeta que tem 2.500 bilhões de seres humanos com uma renda de $2 por dia” e que gaste 13 vezes mais ($1.300.000. 000.000) em armas e soldados.
Como disse esta manhã, não pode ser que a América Latina gaste $50.000* milhões em armas e soldados.
Eu me pergunto: quem é o nosso inimigo?
Nosso inimigo, presidente Correa, desta desigualdade que o Sr. aponta com muita razão, é a falta de educação; é o analfabetismo; é que não gastamos na saúde de nosso povo; que não criamos a infra-estruturar necessária, as estradas, os portos, os aeroportos; que não estamos dedicando os recursos necessários para deter a degradação do meio ambiente; é a desigualdade que temos que nos envergonhar realmente; é produto, entre muitas outras coisas, de que não estamos educando nossos filhos e nossas filhas.
Vá alguém a uma universidade latino-americana e parece no entanto que estamos nos sessenta, setenta ou oitenta.
Parece que nos esquecemos de que em 9 de novembro de 1989 aconteceu algo de muito importante, ao cair o Muro de Berlim, e que o mundo mudou. Temos que aceitar que este é um mundo diferente, e nisso francamente penso que os acadêmicos, que toda gente pensante, que todos os economistas, que todos os historiadores, quase concordam que o século XXI é um século dos asiáticos não dos latino-americanos.
E eu, lamentavelmente, concordo com eles. Porque enquanto nós continuamos discutindo sobre ideologias, continuamos discutindo sobre todos os “ismos” (qual é o melhor? capitalismo, socialismo, comunismo, liberalismo, neoliberalismo, socialcristianismo. ..) os asiáticos encontraram um “ismo” muito realista para o século XXI e o final do século XX, que é o pragmatismo.
Para só citar um exemplo, recordemos que quando Deng Xiaoping visitou Cingapura e a Coréia do Sul, depois de ter-se dado conta de que seus próprios vizinhos estavam enriquecendo de uma maneira muito acelerada, regressou a Pequim e disse aos velhos camaradas maoístas que o haviam acompanhado na
Grande Marcha: “Bem, a verdade, queridos camaradas, é que a mim não importa se o gato é branco ou negro, só o que me interessa é que cace ratos”.
E se Mao estivesse vivo, teria morrido de novo quando disse que “a verdade é que enriquecer é glorioso”.
E enquanto os chineses fazem isso, e desde 1979 até hoje crescem a 11%, 12% ou 13%, e tiraram 300 milhões de habitantes da pobreza, nós continuamos discutindo sobre ideologias que devíamos ter enterrado há muito tempo atrás.
A boa notícia é que isto Deng Xiaoping o conseguiu quando tinha 74 anos.
Olhando em volta, queridos presidentes, não vejo ninguém que esteja perto dos 74 anos. Por isso só lhes peço que não esperemos completá-los para fazer as mudanças que temos que fazer.

Muchas gracias.”